Início 30-01-2026 / Fim 30-01-2026
Classificação Etária M/14 | Duração 75 min. | Preço: 5€ (preço único)
Sinopse
Nesta interpretação teatral do mito de Lilith - excluído da Bíblia mas preservado na literatura religiosa judaica, a figura da mulher lúbrica e perniciosa é trazida à luz do presente e ecoa na vida duma mulher dos nossos dias, tão “invisível” como qualquer outra, a habitar um pequeno apartamento no nosso prédio, na nossa cidade. Chama-se Lilith, foi expulsa hoje do paraíso, é expulsa todos os dias pela primeira vez, e todos os dias paga o preço da sua insubmissão a qualquer ordem ou lei, ou regra, ou preceito que a inferiorize.
Em cena, dois homens e duas mulheres vivem num mundo e num tempo que reconhecemos como próximo e agem uns com os outros a partir de duas condições principais que os colocam em permanente tensão: ora sucumbem à imposição de “papeis” ditados a partir de fora, ora exprimem a natureza mais genuína de si mesmos.
Ficha Técnica e Artística
Texto Francisco Luís Parreira | Dramaturgia, encenação e espaço cénico Nuno Nunes | Co-criação e interpretação Joana Seixas, João Cachola, Pedro Emauz, Sofia Franco | Figurinos Patrícia Raposo | Música Alexandre Bernardo | Desenho de luz António Vilar | Fotografia Vitorino Coragem | Registos vídeo Bodhgaya Films | Design gráfico Juliana Napolitano | Apoio à Produção Daniela Rosado | Produção Propositário Azul | Apoio República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto /
Direção-Geral das Artes, Fundação GDA | Co-produção Teatro Sá da Bandeira, Santarém, DeVIR CAPa, Faro, Chão de Oliva, Sintra | Apoios e acolhimentos CAL – Primeiros Sintomas, Lisboa, Palmilha Dentada, Porto, TEP - Teatro Experimental do Porto
Biografias
NUNO NUNES, dramaturgia e encenação
Estreou-se como ator em 1997. Trabalhou com diversas companhias, tais como A Barraca, o TNDM II, Teatro Aberto, Teatro de Almada, Teatro Meridional, O Bando, Teatro dos Aloés, Cornucópia, Ao Cabo, TNSJ, Causas Comuns, Propositário Azul ou Primeiros Sintomas, em espetáculos encenados por, entre outros, Maria do Céu Guerra, Carlos Avilez, João Lourenço, Maria João Miguel, Giancarlo Cobelli, Solveig Nordlund, Nuno Pino Custódio, Beatriz Batarda, Sónia Barbosa, José Peixoto, Luís Miguel Cintra, João Brites, Rogério de Carvalho, Sofia Cabrita, Nuno Cardoso, Cristina Carvalhal, Raquel Castro, Sandra Faleiro, Bruno Bravo, Miguel Seabra e Jorge Silva.
Prémio Melhor Actor de Teatro da SPA 2025 por “Um Eléctrico Chamado Desejo” enc. Bruno Bravo.
No cinema destaca o trabalho com Rita Azevedo Gomes (“Frágil Como o Mundo”, 2001), Joaquim Leitão (“Até Amanhã Camaradas”, 2005 e “20,13”, 2006), Margarida Cardoso e Johan Schelfhout (“Aljubarrota”, 2008) e Luís Filipe Rocha (O Teu Rosto Será o Último, 2023 - Nomeação Melhor Actor Secundário pela Academia Portuguesa de Cinema). Conta também com participações em duas de dezenas de produções para televisão, entre telenovelas e séries com destaque para, “Três Mulheres” (2018), “Vidas Opostas” (2019), “Até Que a Vida nos Separe” e “Glória” (2021), “O Clube T4/5” (2024) ou “Finisterra” (2025).
Encenador e produtor desde 2002 e membro fundador da Propositário Azul (2003), encenou textos de Ghelderode, António Patrício, José Régio, Franz-Xaver Kroetz, Margarida Fonseca Santos, Gil Vicente, Sophia de Mello Breyner Andersen, August Strindberg e Natália Correia; além destes foi responsável por várias criações originais como “A Rulote”, “Efabulação”, "Condomínio" e outras que resultaram de adaptações como “Da Imortalidade” (do Épico de Gilgamesh), “O Arranca Corações” (de Boris Vian) e “Lusíadas Glória e Engano” (a partir de Luís de Camões”) .
Frequentou o curso de Arquitectura da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e é licenciado pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). Desenvolve atividade regular como docente, tendo colaborado com diferentes instituições de ensino como a ESTC, o Chapitô ou a Escola Superior Artística das Caldas da Rainha.
Como formador destaca a colaboração com o Instituto Camões em Timor Leste (2002), a colaboração com a rede Voyages du Geste em Portugal (2011) e no Líbano (2013) e com o Theatre Day Productions em Gaza (2015). É, desde 2007, professor de interpretação na ACT – Escola de Actores.
FRANCISCO LUÍS PARREIRA, texto original
É doutorado em Ciências da Comunicação, na especialidade de Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias (UNL, 2012). Grau de Mestre na mesma especialidade e instituição. Obteve a licenciatura em Filosofia (FLUL, 1987) e uma pós-graduação em Ciências Diplomáticas (ISCSP, 1989). Leccionou a cadeira de Estudos Culturais do Som na licenciatura de Culturas e Tecnologias do Som (ULHT) e é professor na Escola Superior de Teatro e Cinema (IPL), onde rege as cadeiras de Estética e Arte Contemporânea, Literatura Dramática (I e II), Teorias da Arte Teatral II e Artes Performativas do Oriente.
As suas áreas de ensino e produção académica têm sido as artes performativas, a historia do teatro, a teoria política e a estética. No teatro, tem exercido actividade como autor e dramaturgo. Publicou poesia e teatro.
Tem actividade como guionista e crítico literário. Como autor e dramaturgo e pontualmente como ator ou encenador, colaborou com as companhias Pogo, Artistas Unidos, Primeiros Sintomas, Teatrosfera, Teatromosca, Assédio, Propositário Azul, Teatro Meridional e João Garcia Miguel.
Traduziu, para a cena ou para edição, entre outros, Beckett, Yeats, Bernhard e Pinter. É responsável pela edição crítica em língua portuguesa do poema babilónico Gilgameš.
JOANA SEIXAS, interpretação
Formou-se na E.S.T.C., Licenciatura de Teatro (Atores e Encenadores) em 1999. Participou em vários espetáculos de Teatro entre os últimos, “2:22, uma história de fantasmas”, “Consegues ver os teus Pés” e “Filhos das Mães” os dois últimos, criações coletivas. Trabalhou com vários encenadores como, Álvaro Correia, António Feio, António Simão, Bruno Bravo, Fernanda Lapa, João Lourenço, João Mota, José Wallenstein, Martim Pedroso, Pedro Mexia, Tiago Rodrigues entre outros. Em Televisão participou em diversas séries, filmes e novelas com os 3 canais. No Cinema participou em “Duplo Exílio ou Double Exile” realização de Artur Ribeiro e em “Águas mil” realização de Ivo Ferreira, entre outros. Trabalha regularmente como locutora de publicidade, documentários e outros trabalhos de voz de Televisão e Rádio. Iniciou a formação em canto no Hot Club de Portugal.
Participa regularmente em diversas ações da área Ambiental, desde palestras, ações de limpeza ou workshops.
Fundadora (2004) da escola ecológica Casa Verdes Anos situada em Monsanto (atualmente já não integra o projeto desde 2018, que tem já outro nome). Embaixadora (desde 2009) e associada da W.W.F. Portugal. Cofundadora do blog “I Met God She’s Green” (2019). Fundadora do movimento “Todas Merecemos”, que promove a igualdade e a sustentabilidade no acesso a produtos menstruais, atualmente com o projeto “A Menarca vai à Escola” em implementação nas escolas de Lisboa, em parceria com a Associação Corações com Coroa e CML.
JOÃO CACHOLA, interpretação
Concluiu o curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (2013) e é licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema – ramo Actores (2016).
Em cinema, atuou em filmes de Fernando Vendrell, Miguel Gomes, António Mendes, Sydney Buchan, Vicente Alves do Ó, Patrícia Sequeira, Miguel Munhá, Carlos Conceição, Patrícia Neves Gomes, António da Cunha Telles, Silvana Torricella, Duarte Coimbra, Sebastião Varela, Bernardo Lopes, Sofia Santa-Rita e Pedro Ramalhete.
É membro fundador d’As Crianças Loucas, coletivo artístico sediado em Lisboa, com quem co-encenou “E todas as crianças são loucas” (2017), encenou e compôs com ZARCO a ópera-rock “Lisboawood” (2021), e escreveu “Gaspar” (2022), entre concertos, exposições, performances, videoclipes e dois albúns originais.
Em teatro, entrou em espetáculos de Carlos Avilez, Leonardo Garibaldi, Pedro Caeiro, Álvaro Correia, Tito Asorey, Maria João Vicente, Daniel Gorjão, Gonçalo Carvalho, Tiago Mateus, Carlos J. Pessoa, Lúcia Moniz, Paulo Quedas, John Romão, André Murraças, João Estima e Rita Delgado, SillySeason e Miguel Maia.
Na música, fez coros para os temas “Sorte a Minha” e “Gino (O Menino Bolha)” de Ganso, dirigiu “Cuca Vida” concerto do Conjunto Cuca Monga no Altice Arena (2020), realizou o videoclipe “Vida Dupla” de Rapaz Ego, produziu videoclipes de ZARCO, João Borsch e Soraia Tavares e entrou em videoclipes de Expresso Transatlântico e Salto.
Faz locução e dobragem para anúncios, séries e filmes e direção de atores em várias produções.
PEDRO EMAUZ, interpretação
Nasceu em 31 de Maio de 1999 em Lisboa. É licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra (2020), e tem o curso profissional de actores da ACT, Escola de Atores, Lisboa, (2023).
Como actor, em televisão, participou em “Papel Principal” (SIC, 2023) e “Astromano” (RTP Play, 2024).
No teatro, trabalhou com Teatro da Garagem em “Penso no Dedo" de Matilde Jalles e Mauro Hermínio (2021); com o Alenpalco fez “Tartufo” de Molière (2024) e “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente (2025), ambos encenados por Simão Biernat; com o Teatro dos Aloés, “Todas As Tuas Lágrimas Não Serão Suficientes” de Petronille de Saint Rapt (2024).
SOFIA FRANCO interpretação
Sofia Franco, nasceu em Machico, na ilha da Madeira, em 1994. Tem mestrado em Medicina Veterinária (2019) e completou o curso profissional de atores na ACT (2023).
Estreou-se no Teatro São Luiz, com o espetáculo “Macbeth” de Heiner Müller, sob a encenação de Paulo Castro (2025). Trabalhou durante a sua formação com Pedro Carraca em “Birdland” de Simon Stephens (2021), Petronille de Saint-Rapt em “Ti Coragem e os seus Filhos” de Bertolt Brecht (2022), António Pires no musical “A Ópera do Malandro” de Chico Buarque (2023).
Em cinema e televisão trabalhou com Ana Rocha de Sousa no filme “Pássaro Azul” (2024) e Manuel Pureza na série “Pôr do Sol” (2022).
A programação do Teatro Sá da Bandeira tem o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto I DGARTES – Direção-Geral das Artes e da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses
Teatro Sá da Bandeira
Horário de Abertura ao público: 3ª a 6ª feira – 10:00 às 12:00 / 14:00 às 16:00
Nos espetáculos a realizar em horário de encerramento, a bilheteira abre 1 hora antes
Encerrado ao Sábado, Domingo, Segunda-feira e Feriados
Fora do horário de abertura ao público, a venda e reservas de bilhetes é possível através da plataforma online – BOL e nas lojas Worten e FNAC.
Contactos:
T. 243 309 460 | teatrosabandeira@cm-santarem.pt